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jornada do principe 1º capitulo

Journal Entry: Thu Nov 12, 2009, 2:53 AM


1
O inicio da jornada
O leve brilho do vento pairava pelo céu, era um bom dia para se voar, Michael olhou as deslumbrantes montanhas, o Oriente era cheio delas, como um jardim magnífico de montanhas e florestas, um mundo á parte de tudo.
A terra estava totalmente em ruínas, não existia cidades apenas pequenas vilas, estava totalmente diferente, a África era agora uma ilha enorme no meio do Atlântico, a América central tinha-se soltado e estava agora muito perto da Península Ibérica, e os montes Urais já não existiam, todos os continentes estavam divididos, mas parecia que isso tinha unido o mundo, pois não havia guerras, as pessoas andavam principalmente de barco e de avião, aviões velhos, feitos a partir dos seus primeiros protótipos.
Michael sorriu, parecia que finalmente eles tinham aprendido, os humanos, depois da enorme destruição mundial, metade desta raça tinha desaparecido, apenas os bons e mais corajosos sobreviveram, uns fugiram para a lua, outros estavam numa sonda, mas os melhores estavam ali, na terra, e Michael orava para que os outros não voltassem, se não a terra morreria de vez.
Michael olhou para o homem que ia á sua frente, um homem velho, devia ser para ai do ano dois mil, tinha uns óculos de aviador, um bigode branco e cómico e um tom de pele muito branco. O homem olhou Michael e perguntou com a sua voz roca:
- Então rapaz, é aqui?
Michael olhou as profundezas da montanha, de seguida olhou para a mais alta e lá no seu topo estava um pagode de pelo menos dez andares, e ao seu lado estava um pequeno aeródromo, apenas para estes pequenos aviões destas humildes pessoas, então ele voltou-se para o velho e respondeu sorrindo:
- Sim, é!
O velho deu meia volta e aterrou, Michael desceu e olhou o belo pôr-do-sol que dali se via, Era resplandecente, de um laranja e vermelho vivos, os rosas que se abraçavam com os amarelos do sol apaixonadamente, como uns eternos namorados, parecia mais um quadro de um monge antigo da China do que uma paisagem. De repente Michael lembra-se das coisas que estavam no avião, voltou para trás e o velho entregou-lhe as coisas, viu os olhos de Michael brilharem com o sol e perguntou
- Belo pôr-do-sol, não é?
Michael respondeu que sim num sorriso, o velho continuou:
- Um por do sol vermelho, tal como os teus tons, é raro ver gente com os teus tons, fazes lembrar aquele anjo guerreiro de cabelos ruivos, S. Miguel como diziam no meu país. – O velho viu as faces de Michael mudarem para uma expressão de quase brincadeira, mas serena, continuou então. - Para onde tencionas ir filho? – Olhou Michael e este levantou a mala para as costas e respondeu num olhar infinito para este.
- Para as montanhas intactas dos Himalaias.
O velho reparou nas poucas coisas que ele trazia, uma mala e uma pequena bolsa no cinto, olhou-o com preocupação:
- E como tencionas ir para lá, levas muito pouca coisa, de barco? Eu poderia levar-te de avião, poucos voltam de lá rapaz….
- Eu bem sei como ir meu senhor, e melhor sei voltar, obrigado, mas quero ir sozinho, procuro uma coisa que poucos entendem. – Disse Michael interrompendo-o num tom decidido.
- Está bem rapaz! – Disse o velho levantando as mãos.
Michael agradeceu e deu dinheiro ao velho. Leu a tabuleta do pagode «Aka-tsuki» que significa Lua vermelha em japonês, entrou, dirigiu-se ao balcão onde estava uma senhora de cabelos brancos, muito velha e com os glóbulos das orelhas enormes com uns brincos redondos prateados de grandes dimensões, com olhos quase fechados, e pálida como cal, Michael tocou na pequena campainha que ali estava, a mulher virou-se de repente e perguntou com a sua voz roca:
- Diga que deseja belo jovem.
Michael olhou as chaves e disse:
- Só queria mesmo um quarto, por favor.
A mulher sorriu:
- Claro, para um belo jovem como tu só o melhor.
- Obrigado. – Respondeu Michael sorrindo forçadamente.
Ele olhou para a sala de estar e reparou nas belas raparigas com quimonos que o olhavam sorrindo, uma delas chamou-o, Michael foi.
Reparou como a sala era totalmente Japonesa, as paredes cheias de desenhos tal como o teto, eram desenhos de Deusas esvoaçando e de luas vermelhas, as Deusas rodeavam-nas com belos vestidos esvoaçantes, sensualmente pareciam dançar, mesmo estando paradas numa pintura infinita. Ele sentou-se, outra aproximou-se e tirou-lhe o elástico doirado que lhe prendia o seu longo e vermelho cabelo, ela começou a penteá-lo e disse:
- És um rapazinho raro, ruivo cor de fogo.
Mais outra que se aproximou, agarrou-lhe o rosto, Michael afastou-se ligeiramente, e ela acalmou-o com festas:
- E que olhos tão lindos, parecem feitos de prata.
- Que idade tens? - Perguntou uma que lhe massajava os pés.
Michael fechou os olhos por momentos e de seguida respondeu:
- Dezoito!
Elas aproximaram-se dele:
- Dezoito, que idade fresquinha, que jovem.
Michael sentia-se bem nos braços daquelas três mulheres, todas para cima dos vinte, uma delas parecia até ter quase trinta, a que o penteava tinha ar de ser a mais nova, cabelos ainda brilhantes e lisos, olhos negros azulados, lábios encarnados muito carregados, a que lhe segurava o rosto tinha olhos negros como a noite mas não eram como os das outras, eram felinos, não parecia ser da mesma nacionalidade das outras, tinha ar de ser indiana, com pele de um moreno doirado, unhas muito grandes cheias de desenhos doirados, para Michael era a mais bela, com um quimono doirado que acentuava fortemente os seus seios, uns lábios que lhe dava vontade de beijar, e uns braços ligeiros e leves, por ultimo, a que lhe massajava os pés, era a mais velha, tinha olhos castanhos avermelhados e uns lábios muito finos, pálida como cal, cabelo com jeitos de ondulação e com algumas rugas nas têmporas.
Todas eram belas para Michael. Cada vez se atreviam mais a tocar no corpo de Michael, já lhe tinham aberto a camisa branca e já lhe tocavam ao de leve o peito dele. Ele sentia-se muito quente e bem, mas sabia que não o podia fazer, queria sair dali, mas o corpo impedia-o, forçando-o a esquecer tudo e todos.
De repente um homem surgiu das sombras:
- Deixem-no em paz. – Disse ele, era uma voz grossa e máscula.
Elas afastam-se de Michael como que num salto.
O homem aproxima-se, tinha olhos de um azul frio, era de uma palidez brilhante e um cabelo negro como a noite que lhe descia pelas costas. Trazia consigo uma espada, como aquelas que os velhos samurais utilizavam.
Ele olhou Michael e fez sinal para ele se levantar e segui-lo. Michael assim o fez. O homem levou-o até ao jardim do pagode, um jardim com cerejeiras enormes, com riozinhos, e pedras, e um pequeno caminho de pedrinhas, ao fundo deste jardim estava uma velha casa, o homem parou á frente da porta, sentou-se e disse a Michael para entrar, ele entrou e lá dentro estava um ancião com longos cabelos brancos a arrojar pelo chão, estava sentado numa enorme almofada azul e doirada, era muito velho, sem sobrancelhas, com dois jovens monges ao seu lado e com montes de incensos acesos á sua volta.
Meditava, Michael teve de estar á espera ainda um bocado, até que o velho parou abriu os olhos, que eram de um amarelo brilhante rasgados como os da velha do balcão, mas o seu tom de pele era diferente, tinha a pele morena, tão escura quanto a de Michael. Olhou Michael e começou a falar:
- Príncipe do fogo vermelho, Michael soube que vieste de muito longe, pois pretendias aprender mais. – Michael acenou que sim com a cabeça, o velho continuou. – Michael, tencionas continuar? Sabes que a viagem é perigosa.
Michael olhou o velho nos olhos:
- Sim, cheguei aqui, e agora não quero parar.
- Era mesmo isso que queria ouvir! Neste momento estão á tua espera.
Michael ficou em dúvida:
- Quem?
O homem olhou-o:
- Mais cedo ou mais tarde saberás. Vão te dizer quando chegares a Shangri-la.
- Shangri-la? – Pensou Michael. – A cidade da sabedoria?
O velho agarrou num pincel e no braço de Michael fez o símbolo do fogo Japonês, e de seguida disse:
- Esta tinta é mágica, não sairá do teu braço direito até ao dia que entrares nos portões de Shangri-la.
Michael revirou os olhos, mais uma tatuagem para a colecção, já não bastava as asas vermelhas nas costas que ele tinha pedido a um amigo para fazer, como também a Fénix que lhe tinha aparecido aos quinze anos por causa do seu poder, e também a enorme ramificação que tinha no braço direito que tinha nascido com ele, agora também este símbolo, a sorte é que sairia, se lá chega-se.
O velho disse adeus, e quando Michael ia a sair, o homem da espada agarrou-o no braço, olhou-o nos olhos:
- O meu nome é Matsuei, sou aprendiz do sábio senhor Magami, e serei eu que te levarei até á entrada de Shangri-la, eu serei o teu guarda.
Michael não gostava da ideia, queria ir sozinho para aprender mais e mais consigo pró;prio, e não levar um homem que ele nem sequer conhece e que nem parece nada simpático, mas se tinha de ser, ele só queria lá chegar, de qualquer jeito, não importava os perigos ou os medos, ele queria lá chegar.
- Agora vai dormir, teremos uma longa caminhada amanhã, e é melhor que estejas pronto para longos dias sem pregar olho. – Disse Matsuei sem sentimento nas suas palavras vazias.
Neste momento, Michael esperava uma palavra de coragem, do género, «Boa sorte», ou «Espero que consigas o que queres», não isto. Matsuei virou costas, Michael olhou as estrelas e pediu a Deus ajuda, no fim de orar foi finalmente dormir.
O planeta estava deserto, apenas existia pequenas vilas rurais em cada país, Portugal, a Itália, a França, Inglaterra, Alemanha, Turquia, Israel e Belém, estavam intactas, apenas com algumas ruínas, mas, estavam desertas, a Rússia tinha sido engolida pelo mar, a Mongólia, a China, o Nepal, as Coreias, o Japão, Singapura, Butão, Taiwan e Nova Zelândia, estavam rurais, sem cidades, limpas, apenas com pequenas vilas e aldeias, a Ásia de leste estava tão intacta quanto a China. A tecnologia tinha sido engolida pelos terramotos e maremotos, as pessoas mais ricas e urbanas tinham fugido nas mil sondas feitas pelos estados unidos, com capacidade de carregar um milhão de humanos, essas pessoas não tencionavam voltar, pois teriam de voltar a regenerar a terra, e isso era demasiado para eles, na terra, apenas ficaram as pessoas rurais, que ignoravam as tecnologias, que viviam da tradição, da riqueza da natureza, das lendas e dos mitos. Esta gente tinha esquecido as religiões, para elas apenas existia um ser superior que tinha criado tudo e todos, para eles, os anjos eram os protectores da terra, e na terra, seres de outras dimensões apareciam para a destruir. As pessoas começaram a dedicar-se mais ás artes, ás historias, e aos mistérios da terra, havia mais curiosidade no oculto e no sobrenatural, pois acreditavam, que, entendendo o «;para além de algo», estendia-se tudo o resto, e quem o conseguia, era sábio.
A manhã era resplandecente, Michael tinha deixado as persianas de madeira abertas para poder acordar com os raios de sol, pois assim acordava com mais energia. Levantou-se, tomou um belo banho na banheira de pedra da casa de banho decorada em estilo Chinês, e com um enorme dragão desenhado em vermelho na parede de correr da casa de banho., Michael olhou em volta e pensou: «Um dia tudo isto será meu.» Um pagode no topo de uma montanha, sempre foi o seu sonho, onde se vê nascer o sol todos os dias, mas de maneira grandiosa e magnífica, como um espectáculo de cores e de sons, uma orquestra de aves, uma aurora matinal com que ele poderia ser recebido todas as manhãs, ele realmente queria este pagode.
Matsuei estava á espera dele á meia hora, já batia o pé impaciente. Quando Michael vinha a descer as escadas, as mulheres da noite passada vinham disparadas para ele, abraçando-o e beijando-o e dizendo enquanto choravam dramática e histericamente:
- Vais já? E deixas-nos assim?
Michael sorriu, puxou da mais velha:
- Um dia vou voltar. – E deu-lhe um beijo na testa, de seguida agarrou as mãos da mais jovem. – Não duvidem disso. – E beijou-a nas mãos. – E por fim puxou o rosto da indiana. – Confiem em mim.
Desta vez não foi Michael que a beijou, mas sim ela que o puxou e beijou nos lábios fogosamente e depois disse limpando as lágrimas:
- Mentiroso.
Michael sorriu docemente levantando a mão pronunciou:
- Sayonara.
Quando Michael se conseguiu soltar daquela calorosa despedida, foi a correr para a porta do pagode, reparou como Matsuei estava impaciente, Michael baixou a cabeça, e Matsuei retorquiu:
- Era suposto já estarmos a voar.
Michael olhou para o mini aeródromo, iam de avião, Matsuei respondeu ao olhar de Michael perante isso:
- Vamos de avião até á planície, depois vamos a pé, e quando entrarmos no território de Shangri-la, vamos de carroça.
A dúvida de Michael, logo foi esclarecida
Subiram para o avião, e Michael voltou a sonhar, vendo as belas montanhas, do topo.

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Adoro ler magia, fantasia, cenas sobre anjos, outros mundos, dimensões paralelas, coisas assim, tenho várias histórias, mas ainda não editei nenhuma! Adoro escrever, mas amo desenhar, adoro falar com as pessoas, para mim, comunicação acima de tudo!

Devious Info

  • Interests: Magia, oculto, dimensões, beleza, mangás! Entre outros.
  • Favourite movie: Não tenho, gosto de muitos!
  • Favourite band or musician: Não tenho, gosto de tudo um pouco!
  • Favourite genre of music: Não tenho preferencias, mas gosto muito de World, Ambient, Chill out, Rock e vertentes de Rock!
  • Favourite artist: Tenho muitos
  • Favourite poet or writer: Sophia de Mello Breyner Andresen e Oscar Wilde
  • Favourite photographer: ...
  • Favourite style of art: Mangá e Chinesa
  • Favourite cartoon character: Algum tipo bonito e rebelde de preferencia com um cigarro na boca.
  • Personal Quote: No rain No rainbow!

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Comments


:icondeath-sanctuary:
obrigada pelo watch!! ;)

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The world is crashing down on me tonight
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de nada! simplesmente adorei a tua arte!

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thanks for the watch! :)

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Last update: 15 October 2009
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hey check this out please :D
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thanks for the watch

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Ah, valeu pelo watch!

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